Na Mesma Sintonia - Diana Noronha

21:13:00 6 Comments A+ a-


Hoje eu quero falar sobre um livro que eu gosto muito, chamado "Na Mesma Sintonia," da escritora Diana Noronha. É um livro super fininho, quase um paradidático - na verdade eu não sei o que um livro deve ter para se encaixar nessa categoria, creio que ele seja um.

Na Mesma Sintonia narra a estória de Silvia, uma garota alemã filha de uma brasileira, que não conhece sua terra natal, Porto Alegre, nem a família de sua mãe direito. Na verdade quando ela veio ao Brasil pela primeira vez era uma criança que ainda tinha dentes de leite, por volta dos sete anos de idade. Sua mãe a trouxe para conhecer as maravilhas de suas origens e de sua cultura como presente de 15 anos - o que, na Alemanha, só importava mesmo quando chegasse aos 16 - durante o feriado de Páscoa. Mas ela não se importava, porque tudo o que queria de aniversário era um saxofone novo.

Era apaixonada por música e, na maioria das vezes, era só o que interessava a ela. Já seu irmão Oscar, que havia completado 18 anos há pouco, prometera levar uma mulata na mala para seus amigos. Ele e sua mãe eram os mais ansiosos pela viagem. Assim que reencontram os parentes, Silvia se sente mais velha do que se sentia quando entrou no avião de tanto que escutava "nossa, como ela está uma moça!" e coisas do tipo. Então, pensou, já que era uma moça ela poderia participar de um workshop de música que estava acontecendo na cidade, certo?

E foi lá, no único lugar onde ela se sentia à vontade de verdade, que conheceu um gaúcho vestido à caráter com cabelos cacheados que pareciam mais que macios ao toque e que a tirava do sério por ser tão incoveniente. Ora, ele tocava arcodeonQuem, em sã consciência, saía vestido com roupas típicas e segurando um arcodeon nos braços? Claro, só o Rafael.

Ele era universitário, vinha do interior do estado e morava em um sítio - quando não estava na casa dos estudantes onde ficava a maior parte do ano - e fez com que, em sua viagem desagradável, Silvia fizesse a promessa para si mesma de que, um dia, voltaria às terras gaúchas.

Rafael é exatamente o príncipe encantado que uma garota quer conhecer nas férias. É paciente, fofo e faz com que Silvia derrube, uma a uma, as barreiras que ela tinha dentro de si. A estória deles é linda de se ler. E outra coisa bem legal no livro é como a estória mostra cada coisinha que os turistas fazem quando vão, por exemplo, à Gramado (como comprar suéteres e comer chocolate). Eu fiquei louca para conhecer o sul desde que li esse livro, queria experimentar cada coisa que a Sílvia experimentou em sua viagem - como o verdadeiro churrasco gaúcho.

Eu recomendo de verdade esse livro. Sempre fui forçada a ler coisas chatas na escola, mas esse livro me chamou a atenção quando estava na minha oitava série/nono ano e eu me apaixonei. Eu o li duas vezes seguidas quando o peguei da biblioteca da escola e eu quase não o devolvo. Dois anos depois comprei um exemplar pra mim e digo: vale muito à pena tanto pela leitura quanto pelo preço.


Sobre a autora:




A autora é brasileira nascida em Porto Alegre. Passou pelos tempos da ditadura durante o primeiro grau numa escola pública e por uma escola de padres no segundo grau. Se formou em Letras e se viu trabalhando na mesma escola que concluíra o Ensino Médio e em algumas outras pelas redondezas. Durante quatro anos envolvida nos movimentos estudantis decidiu publicar seu primeiro livro, "Pro que der e vier," e quando veio perceber já estava fazendo pequenas turnês em feiras de livros para autografar diversos exemplares de sua obra. Foi aí que decidiu se aprofundar na literatura fazendo mestrado e doutorado na área da escrita.

Diana se mudou para a Alemanha em 1991, "Queria me aprofundar na idéia de recepção dos textos literários", comenta enquanto fala um pouco de si. Pouco antes de concluir sua tese de doutorado conheceu o homem que hoje é seu companheiro e em um ano estavam juntos e com um filho. Hoje têm três. Passou um tempo apenas se dedicando aos filhos e a escrever, isso permitiu que lançasse as obras "Que tal passar um ano num país extrangeiro?" e "Na mesma sintonia".

Hoje em dia ela voltou a ser professora e dá aulas em uma escola com muitos filhos de imigrantes na alemanha para ajudar a compreender uma língua julgada difícil por muitos.

(Biografia tirada do site da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, a AEILIJ, reduzida por mim.)

Bem, é isso por hoje!
Espero que gostem e até a próxima!

Estudante de Engenharia de Alimentos na UFRPE, leitora nas horas vagas, viciada em coisas boas, sonha demais.

6 comentários

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17 de março de 2010 21:38 delete

Caramba Nat, Adorei a História!!! Vou procurar pra comprar =o*

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Nayá's. xD
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17 de março de 2010 21:55 delete

Que bom que gostou, Ju! Sabia que eu não tinha lembrado de você à toa. xD

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Sara Joelza
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18 de março de 2010 15:52 delete

Tbm adorei a História Nhá.
Eieieieieieiei
Adorei o seu blog tbm vou te visitar sempre.
Amo você
Saudades
(L)

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Nayá's. xD
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18 de março de 2010 15:57 delete

Nhááá, que limds!
Brigada, Sááh!
Que bom que gostou, fico feliz. XD

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Ph
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19 de março de 2010 13:34 delete Este comentário foi removido pelo autor.
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19 de março de 2010 13:37 delete

Oi querida!!!
Adorei sua dica, ainda mais por saber que é autora brasileira, e a história parece ser ótima!
Adorei seu blog... Beijão

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Olá.
Obrigada pela visita! Sinta-se a vontade para comentar, e não tenha vergonha de escrever alguma dúvida ou sugestão. Sua opinião é importante para mim!